sexta-feira, 7 de julho de 2017

ESTAMOS EM FORTALEZA


Estamos aqui! E já montando o cenário para o espetáculo Estórias Brincantes de Muitas Mainhas.

Nesse fim de semana a Cia do Abração está em Fortaleza para sentir o calorzinho do nordeste e trazer muita diversão a todas as crianças da região!
Apresentado pela Caixa Cultural Fortaleza, as apresentações serão no dia 08 e 09 de julho, às 16h e 18h, ou seja, quatro sessões no fim de semana para podermos abraçar todos! Os ingressos serão vendidos a partir de HOJE (07/07) entre 10h e 20h na bilheteria da Caixa Cultural, os valores são R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia), mais informações pelo telefone (85) 3453-2770.

Lembrando que a peça é para crianças de todas as idades!

E ainda tem mais! No dia 08 de julho das 09:30h às 11:30h faremos uma oficina GRATUITA com o tema Ludicidade no Teatro Para Crianças, mas fica esperto que as inscrições vão até HOJE (07/07), é só enviar um e-mail para abracao@ciadoabracao.com.br para fazer sua inscrição e aguardar a confirmação por e-mail. A oficina é para crianças a partir de 8 anos.




Esperamos vocês! Um abração.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

ABRAÇANDO O PARANÁ - Relatório Semanal - Arapoti/PR

Passado o turbilhão de pensamentos sobre o nosso trabalho, principalmente pela experiência anterior. Tomamos algumas de-cisões sobre o espetáculo. Retiramos algumas cenas e deixamos o espetáculo enxuto, mas, eficaz em em sua proposta.

Chegamos em Arapoti, cidade que já é um cantinho da nossa casa, pois é a cidade natal da atriz Juliana Cordeiro, onde moram grande parte de sua família, a qual já chamamos de nossa rsrsrs.

Reencontramos pessoas queridas e que sempre transmitem um amor por todos nós. Recarregamos a energia e a esperança. Relatamos a situação que enfrentamos anteriormente para a irmã da Ju, Luana Cordeiro, que também faz um trabalho intenso de formação de público na cidade, a qual nos leva para apresentar nossos espetáculos há 2 anos consecutivos, além de promover eventos artísticos de qualidade. Porém, ela nos garantiu: "nossas crianças não terão esse comportamento", confiante.
Montamos o cenário, a luz e o som. Prontos para o espetáculo, chega o público, Juliana e Kamila os preparam com canções e "mudras" (segundo o Wikipédia: Os Mudrás são gestos simbólicos feito com as mãos, significando, literalmente, gesto, selo, senha ou chave), o que criou uma atmosfera intensa no espaço preenchido por aproximadamente 500 pessoas.
Inicia o espetáculo. A Luana estava certa.
Me impressionou a concentração e a entrega não só dos alunos como também, das professores. Isso mostra que naquela cidade, as escolas tem além do respeito, apreço pela arte. O que significa que estamos de fato, fomentando e contribuindo para aquele cantinho do Paraná com algumas sementes de poesia e sensibilidade. 
E a tarde não foi diferente, as duas apresentações foram repletas de troca entre ator e público, nós lá no palco nos sentimos livres até para descobrir, improvisando, aspectos dos personagens, o que eu acredito ser um ganho imenso para o espetáculo. Porém, o trabalho de formar um público, ou seja, alimentá-lo, se dá não só através do contato com a arte teatral, mas também o induzindo a ter um hábito diferente em seu cotidiano, quer seja ir ao teatro ou a alguma atividade artística.
Isso significa transformar o pensamento, a sensibilidade e o que considero mais importante: a ação no mundo.
O que nós fazemos para deixar a nossa casa, o mundo, mais arrumada? O que a nossa grande mãe-terra sente quando derrubamos árvores, destruímos o Rio Doce e provocamos enchentes?

Agir no mundo é re-pensar e modificar não apenas idealmente, é plantar literalmente uma semente e deixar crescer a vida. Acredito nessa transformação através do Teatro, onde a gente se encontra, se modifica e se transforma.

Obrigado Arapoti, pelo carinhoso acolhimento, sentimos o abraço de mãe da Dona Silvana, mãe da Ju e da Luana, e ali pudemos entender mais ou menos como uma ação em particular sobre a terra que pisamos, a relação que estabelecemos com a natureza, pode modificar uma cidade inteira.

Além disso, recarreguei todas as energias necessárias pra continuar. Essa foto, é da Karin, um lindo momento que ela registrou em que eu estava me conectando com a terra gostosa do quintal da casa da Dona Silvana. 

Pé na estrada, mesmo que seja nas nuvens. 


GRATIDÃO! 

ABRAÇÃO!!!

ABRAÇANDO O PARANÁ-Relatório Semanal - Curiuva/PR

Olá. Sou o Edgard Assumpção, ator da Cia. do Abração e estou no espetáculo Estórias Brincantes de Muitas Mainhas, apresentando em cidades do interior do Paraná. Muito bem, escrevo para registrar os momentos deste projeto lindo, indispensável para a aproximação do artista com o seu público, principalmente quando este público não sabe o que é ser um espectador.

Então, fomos para a primeira cidade: Curiúva, há aproximadamente 4 horas de Curitiba. Chegamos, nos acomodamos e descansamos para o dia que veio em seguida. 

O Sol nos acordou, uma linda paisagem da janela do hotel me encheu de energia para começar a nossa jornada: montanhas, cavalos, galinhas e ele, o Sol surgiu lá das colunas da colina. Seguimos para o espaço onde apresentamos, um salão bem grande onde provavelmente realizam eventos e festas na cidade. A montagem foi rápida e com alguns entraves, comuns, mas que causaram um certo nervosismo. 
Chegou o público, muitas, muitas crianças de escolas públicas da cidade, vinham todas, muito ansiosas e com tanta energia que lá do camarim nós três, os atores do espetáculo, nos preparávamos para encarar não apenas a plateia, mas as dificuldades técnicas do espaço, o qual ecoava demais e dificultava escutar qualquer coisa.
As meninas da nossa equipe, Kamila Ferrazzi e Juliana Cordeiro fizeram um lindo papel ao preparar as crianças para receber aquela obra de arte que chegava com muito amor.
No entanto, ao iniciar o espetáculo, se confirma uma triste realidade que não imaginávamos encarar. As crianças batem palma, dão risadas, se manifestam, ok, elas sentem e precisam expressar suas emoções. Mas de fato, poucas crianças conseguiram se conectar com o espetáculo e isso dificultou a realização  do mesmo, pois, logo nos 20 minutos de peça, houve um murmúrio, crianças conversando, brincavam pelos cantos e as professoras... essas filmavam todo o espetáculo em seus aparelhos super tecnológicos registradores da "realidade". 
Enfim, a apresentação da manhã foi marcada pela falta de atenção do público.
Nós não desistimos.
A segunda apresentação ocorreu a tarde, na qual decidimos mudar a disposição do espaço, saímos do palco e levamos o cenário para o chão do salão, mais próximos das crianças.
Kamila e Juliana, novamente alcançaram o coração das crianças, pela primeira vez ouvimos lá do camarim, o som do silêncio com o espaço preenchido pelo público. Esse fenômeno se deu devido as habilidades de arte-educadoras destas aguerridas artistas. 
Neste momento estávamos mais calmos, poderia ser uma vitória apresentar para aquele público com toda a atenção necessária para transmitir e trocar energia.
Mas...
Novamente, inicia o espetáculo, palmas, risadas (a música inicial e a entrada dos personagens provoca alguns risos e uma empolgação mesmo), e até os 10 minutos de espetáculo percebemos uma entrega, todos os olhares estavam voltadas para nós, alguns bem particulares que serão lembrados ao final deste registro. Não fosse por acaso do destino, a lei de Murphy e todos os fenômenos da sorte, uma professora simplesmente retirou sua turma do espaço, todos eles levantaram e saíram. Juliana que registrou toda a primeira etapa em foto e vídeo foi até ela e disse que aquilo não poderia ser feito e que estávamos sendo desrespeitados, além de ter atrapalhado toda a concentração arduamente conseguida. A professora simplesmente respondeu que seus alunos não conseguiam enxergar e por isso os retirou dali, e lá ficaram, todos olhando a paisagem pela janela.

Parecia que aquele silêncio do início era uma grande expectativa para um grande truque.

Cortamos tempos, textos, entre-cenas do espetáculo, para polpar e manter a integridade da equipe, qualidade do nosso trabalho e por respeito as crianças que estavam atentas e conectadas conosco.

Foi um desespero, senti vontade de fugir, até por que muito provavelmente muitas das crianças não perceberiam que um dos atores saiu de cena rsrsrs. Nessa hora olhei para a Kamila, João, Karin, Isabelle e Juliana, e novamente não desisti. Não somos um agrupamento de pessoas, somos guerreiros da arte, gregos, lutadores. Por uma causa maior não desistimos, mas, resistimos com honra e integridade!

Enfim, este dia foi marcado por algumas chateações, as quais efetivaram-se por entendermos que as pessoas perderam ou não adquiriram a capacidade de se conectarem umas às outras, bem como a apreciação da arte, o entendimento sensorial e lógico de uma linguagem artística, mesmo que não se saiba definir conceitualmente referências e o caralho a 4.
De um modo geral, perdeu-se a união. Mas ela aparece, e quando aparece, a resistência da qual falei anteriormente, se torna um galho no meio da enchente, aquele que você agarra e não solta.
Falo sobre duas lindas crianças, uma chamava-se Ana Clara, um anjo que sentou bem na primeira fila e esteve atenta do início ao fim, ela se desligou daquele ambiente e se conectou com a arte e no final deu um abraço espontâneo em mim, Karin e João. A outra menina não sei o nome nem nada, mas ela tinha alguma doença que não pesquisei nada a respeito também, mas visivelmente aparentava uma síndrome, enfim, fisicamente ela tinha traços de uma formação diferente. E a menina esteve atenta do início ao fim, tímida e muito curiosa ao mesmo tempo, uma energia pura que me acalmou.


O teatro faz isso com a gente. Modifica lá dentro do coração, mesmo que você não sabia dizer o que, mas você sabe sentir. O amor que eu sinto por tudo isso é maior que qualquer sonho, mas este amor é testado a cada instante e se nossas raízes não estiverem definidas, podemos não ser um galho forte da enchente e sim um graveto quebrado que se esfarela aos poucos e segue a força do rio...

Em outras palavras, estas apresentações se confirmam que como artista, temos uma missão de levar a arte para os cantinhos da nossa casa, assim como o espetáculo fala "- A casa é mãe". Devemos cuidar da nossa casa, seja o planeta, seja nossos corações e além disso, levar cada vez mais este trabalho para os locais onde não se tem o hábito de ir ao teatro, não se treina a sensibilidade...

Este foi só o primeiro dia, quero fazer um relatório de cada cidade, pois esses dias merecem ser registrados.

Enfim, viva a vida, viva o teatro e sigamos na estrada para ABRAÇAR cada canto do nosso PARANÁ.
Foto do caminho para Curiúva - PR



ABRAÇÃO!!!

domingo, 13 de março de 2016

MAINHAS NO PROJETO ABRAÇANDO O PARANÁ


A AACA, proponente deste projeto, quer também valorizar os 15 anos de experiência dedicados à pesquisa e produção de espetáculos dirigidos à criança da Cia. do Abração, que lança, em sua arte, um novo olhar sobre a criança e o compartilhando com o público e artistas paranaenses.

Sentimos a necessidade de pilotar esta iniciativa, propondo este espaço de troca, mantendo uma pesquisa contínua sobre o assunto, criando um panorama da arte paranaense dirigida à criança e, também, atuando na formação de novas plateias, que estejam capacitadas a desenvolver discernimento e critérios avaliativos em relação à obra teatral.



ESPETÁCULO ESTÓRIAS BRINCANTES DE MUITAS MAINHAS

SINOPSE

Nossos contadores de estórias, três divertidos e ingênuos velhinhos ucranianos se confundem, brincam e se emocionam com a pureza própria de uma criança. Movidos pelos sentimentos de saudades e lembranças, começam a falar sobre suas próprias mães e sobre as diferentes mães que conhecem. Neste clima de brincadeira e Faz-de-Conta, fazem abstrações, imaginando que todas as coisas, objetos do cotidiano e elementos da natureza, também têm mães. Concluem-se como podem ser diferentes e ao mesmo tempo semelhantes a nós, as diversas relações entre mães e filhos, ressaltando o respeito que devemos ter pelas diferenças individuais de cada ser humano, quer seja ele mãe ou filho: tudo quanto a imaginação e a sensibilidade de uma criança podem permitir. Um trabalho de muita sensibilidade e delicadeza feito para todas as crianças, de todas as idades, inclusive, aquelas dentro de nós.
Toda a pesquisa estética possui inspiração na cultura Leste Europeia, ressaltando a polonesa e a ucraniana, que influenciam fortemente a formação cultural do sulista, devido ao processo de colonização europeia na região paranaense. Buscamos, assim, tratar de uma cultura local, porém, universalizante.
O espetáculo “Estórias Brincantes de Muitas Mainhas”, proposto para a circulação em pequenas cidades, no Estado do Paraná, na CIRCULAÇÃO 1, tem um longo histórico de apresentações, premiações e reconhecimento de público e crítica em diferentes palcos de festivais nacionais, internacionais e de Curitiba. Na sua concepção estética, encontramos traços da cultura ucraniana, fundamental na identidade cultural paranaense. Nesta iniciativa pretendemos compartilhar com um público que se encontra fora de nosso circuito de referência e de pouco acesso às produções realizadas, concentradas, na capital paranaense. Um dos focos deste projeto é valorizar a união da cultura popular brasileira com a de povos que imigraram para o Brasil, neste caso, a cultura ucraniana e polonesa, que em maior densidade estiveram presentes na ocupação do estado do Paraná. 

1ª SEMANA

CURIÚVA – 05/04 – 10h e 14:30h
LOCAL: ARC – Associação Recreativa Curiuvense (R Carlos Betenhauzer, 450, Centro - CEP 84.280-000)

ARAPOTI – 06/04 – 10h e 14:30h
LOCAL: Centro Estudantil (Av. Luiz Pinheiro, 1347, Centro – CEP: 84.990-000)

CASTRO – 07/04 – 10h e 14:30h
LOCAL: Teatro Bento Mossurunga (Praça Manoel Ribas, 43, Centro - CEP: 84.165-510)

2ª SEMANA
IVAÍ – 11/04 – 10h e 14:30h
LOCAL: Anfiteatro Municipal (Rua Expedicionário Bruno Estrifíca, 555, Centro - CEP 84.460-000 - ao lado da Escola Cristo Rei)

PRUDENTÓPOLIS – 12/04 – 10h e 14:30h
LOCAL: Ginásio de Esportes Milton José Copack (Rua Rui Barbosa - S/N - Anexo ao Ginásio de Esportes)

GUAMIRANGA – 13/04 – 10h e 14:30h
LOCAL: CTA - CENTRO DE TREINAMENTOS DOS AGRICULTORES (Rua Antonio Polli, SN, Centro – CEP 84.435-000)

3ª SEMANA
CERRO AZUL – 18/04 – 10h e 14:30h
LOCAL: Ginásio de Esportes O Laranjinha (Rua Padre Luciano Maria Ussai, s/n, Centro

ITAPERUÇU – 19/04 – 10h e 14:30h
LOCAL: Cenáculo (Av. Crispim Furquim Siqueira, s/n - Centro Industrial – CEP: 83.560-000 – próximo ao posto Sthartec)

CAMPO LARGO – 20/04 – 10h e 14:30h
LOCAL: Casa da Cultura "Dr. José Antonio Puppi" (Rua Centenário, 2011, Centro, CEP: 83.601-000)


quinta-feira, 3 de março de 2016

Mainhas renascendo!

No dia 14 de fevereiro reestreamos nosso querido "Estórias Brincantes de Muitas Mainhas", comemorando a abertura de mais um centro de ensino e cultura em Curitiba, a UniCesumar.
E com muito trabalho e carinho nos preparamos para o "Abraçando o Paraná" em abril, onde vamos circular com nossas "Estórias Brincantes" de Paizinhos e Mainhas pelo interior do Paraná!
Aguardem...




segunda-feira, 14 de maio de 2012

MAINHAS EM ESCOLAS MUNICIPAIS DE CURITIBA



Dentro do EDITAL DIFUSÃO EM TEATRO - 2012, da Fundação cultural de Curitiba, o espetáculo Estórias Brincantes de Muitas Mainhas faz apresentações em CEIs e Escolas Municipais de Curitiba.