segunda-feira, 16 de julho de 2018

FESTIVAL DE FÉRIAS

A Cia. do Abração retorna a Maringá para o Festival de Férias do Circo Teatro Sem Lona com Estórias Brincantes de Muitas Mainhas!


SERVIÇO
ESTÓRIAS BRINCANTES DE MUITAS MAINHAS
Dia 20 de julho de 2018, às 19h30
Ingresso: Entrada gratuita
Local: Teatro Reviver (Praça Todos os Santos, s/n - Zona 2, Maringá)

Esperamos vocês!

quinta-feira, 21 de junho de 2018

ESTAMOS CHEGANDO EM MARINGÁ!

A Cia. do Abração está chegando em Maringá com o espetáculo Estórias Brincantes de Muitas Mainhas para duas apresentações!


SERVIÇO:
ESTÓRIAS BRINCANTES DE MUITAS MAINHAS
Dia 28/06/18 às 16h, no SESC Maringá (Av. Duque de Caxias,1517 - Maringá/PR).
Dia 29/06/18, às 20h30, no Teatro Barracão (Praça Professora Nadir Cancian, S/n - Zona 7 - Maringá/PR).
Ingressos: Entrada gratuita (os ingressos para os espetáculos serão distribuídos com trinta minutos de antecedência).

Para mais informações: (44) 3265-2774.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

SESI SÃO JOSE DOS PINHAIS - ESTÓRIAS BRINCANTES DE MUITAS MAINHAS

Embasado em obras literárias nacionais, o grupo de pesquisa e encenação da Cia. do Abração, fundamentado nos princípios sócio-construtivistas que norteiam sua pesquisa, propõe a realização de um espetáculo sob as técnicas da contação de estórias e abstração e manipulação de objetos.

O foco temático apresentado na peça é a relação entre mães e filhos, as diferentes relações que se podem estabelecer neste mesmo binário, ressaltando o respeito que devemos ter pelas diferenças individuais de cada ser humano, quer seja ele mãe ou filho.

Três simpáticos velhinhos que adoram contar estórias, um para o outro e, do seu jeito, trarão ao espectador alguns contos da literatura nacional, dirigidos à criança. Nossos contadores de estórias, divertidos e ingênuos velhinhos se confundem, brincam e se emocionam com a pureza própria de uma criança. Movidos pelos sentimentos de saudades e lembranças, começam a falar sobre suas próprias mães e sobre as diferentes mães que conhecem.

Neste clima de brincadeira e Faz-de-Conta, fazem abstrações imaginando que todas as coisas, isto é, objetos do cotidiano, elementos da natureza e seres elementais, também têm mães. Concluem-se como podem ser diferentes e ao mesmo tempo semelhantes a nós, as diversas relações entre mães e filhos: tudo quanto a imaginação e a sensibilidade de uma criança podem permitir. Um trabalho de muita sensibilidade e delicadeza feito para todas as crianças, de todas as idades, inclusive, aquelas dentro de nós.


SERVIÇO:
ESTÓRIAS BRINCANTES DE MUITAS MAINHAS
Dia 12 de maio de 2018, às 16h.
Ingresso: 1kg de alimento não perecível.

Local: Rua XV de Novembro, nº 1800 - São José dos Pinhais.
Sujeito a lotação.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

ABRAÇÃO EM AÇÃO

Neste domingo, 24 de setembro, às 16 horas, apresentaremos Estórias Brincantes de Muitas Mainhas na Cia. do Abração!

O projeto Abração em Ação tem como objetivo dar continuidade à pesquisa de linguagem teatral desenvolvida pelo Grupo de Pesquisas Cênicas da Cia. do Abração e pretende criar condições para que o grupo teatral consiga aprimorar suas condições técnicas de trabalho artístico, no período de fevereiro de 2016 a julho de 2017, através de oficinas continuadas permanentes e aperfeiçoar sua capacidade de atendimento ao público, garantindo estrutura mínima para seu funcionamento.

Assim, pleiteia apenas os recursos mínimos necessários para a infraestrutura, pois, em 14 anos de história, já adquiriu capacidade de gerar sua sustentação artística. No entanto, sua gestão cultural, a qual abriga um grande espaço físico, ainda é insuficiente. Em contrapartida oferece 10 bolsas para a escola de teatro da Cia. Do Abração, para público de baixa renda; 03 bolsas para treinamento a atores profissionais; programação bimestral de 01 espetáculo a cada último final de semana do bimestre, destinado ao público de crianças, perfazendo 09 apresentações de acesso gratuito, ao longo de 18 meses.


SERVIÇO:
ESTÓRIAS BRINCANTES DE MUITAS MAINHAS
Dia 24 de Setembro de 2017, domingo, às 16h.
Entrada Gratuita.
Local: Sede da Cia. do Abração
R. Paulo Ildefonso Assumpção, 725 - Bacacheri - Curitiba/PR

Para mais informações e programação do Projeto Abração em Ação visite: http://projetoabracaoemacao.blogspot.com.br/.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

ESTAMOS EM FORTALEZA


Estamos aqui! E já montando o cenário para o espetáculo Estórias Brincantes de Muitas Mainhas.

Nesse fim de semana a Cia do Abração está em Fortaleza para sentir o calorzinho do nordeste e trazer muita diversão a todas as crianças da região!
Apresentado pela Caixa Cultural Fortaleza, as apresentações serão no dia 08 e 09 de julho, às 16h e 18h, ou seja, quatro sessões no fim de semana para podermos abraçar todos! Os ingressos serão vendidos a partir de HOJE (07/07) entre 10h e 20h na bilheteria da Caixa Cultural, os valores são R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia), mais informações pelo telefone (85) 3453-2770.

Lembrando que a peça é para crianças de todas as idades!

E ainda tem mais! No dia 08 de julho das 09:30h às 11:30h faremos uma oficina GRATUITA com o tema Ludicidade no Teatro Para Crianças, mas fica esperto que as inscrições vão até HOJE (07/07), é só enviar um e-mail para abracao@ciadoabracao.com.br para fazer sua inscrição e aguardar a confirmação por e-mail. A oficina é para crianças a partir de 8 anos.



Esperamos vocês! Um abração.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

ABRAÇANDO O PARANÁ - Relatório Semanal - Arapoti/PR

Passado o turbilhão de pensamentos sobre o nosso trabalho, principalmente pela experiência anterior. Tomamos algumas de-cisões sobre o espetáculo. Retiramos algumas cenas e deixamos o espetáculo enxuto, mas, eficaz em em sua proposta.

Chegamos em Arapoti, cidade que já é um cantinho da nossa casa, pois é a cidade natal da atriz Juliana Cordeiro, onde moram grande parte de sua família, a qual já chamamos de nossa rsrsrs.

Reencontramos pessoas queridas e que sempre transmitem um amor por todos nós. Recarregamos a energia e a esperança. Relatamos a situação que enfrentamos anteriormente para a irmã da Ju, Luana Cordeiro, que também faz um trabalho intenso de formação de público na cidade, a qual nos leva para apresentar nossos espetáculos há 2 anos consecutivos, além de promover eventos artísticos de qualidade. Porém, ela nos garantiu: "nossas crianças não terão esse comportamento", confiante.
Montamos o cenário, a luz e o som. Prontos para o espetáculo, chega o público, Juliana e Kamila os preparam com canções e "mudras" (segundo o Wikipédia: Os Mudrás são gestos simbólicos feito com as mãos, significando, literalmente, gesto, selo, senha ou chave), o que criou uma atmosfera intensa no espaço preenchido por aproximadamente 500 pessoas.
Inicia o espetáculo. A Luana estava certa.
Me impressionou a concentração e a entrega não só dos alunos como também, das professores. Isso mostra que naquela cidade, as escolas tem além do respeito, apreço pela arte. O que significa que estamos de fato, fomentando e contribuindo para aquele cantinho do Paraná com algumas sementes de poesia e sensibilidade. 
E a tarde não foi diferente, as duas apresentações foram repletas de troca entre ator e público, nós lá no palco nos sentimos livres até para descobrir, improvisando, aspectos dos personagens, o que eu acredito ser um ganho imenso para o espetáculo. Porém, o trabalho de formar um público, ou seja, alimentá-lo, se dá não só através do contato com a arte teatral, mas também o induzindo a ter um hábito diferente em seu cotidiano, quer seja ir ao teatro ou a alguma atividade artística.
Isso significa transformar o pensamento, a sensibilidade e o que considero mais importante: a ação no mundo.
O que nós fazemos para deixar a nossa casa, o mundo, mais arrumada? O que a nossa grande mãe-terra sente quando derrubamos árvores, destruímos o Rio Doce e provocamos enchentes?

Agir no mundo é re-pensar e modificar não apenas idealmente, é plantar literalmente uma semente e deixar crescer a vida. Acredito nessa transformação através do Teatro, onde a gente se encontra, se modifica e se transforma.

Obrigado Arapoti, pelo carinhoso acolhimento, sentimos o abraço de mãe da Dona Silvana, mãe da Ju e da Luana, e ali pudemos entender mais ou menos como uma ação em particular sobre a terra que pisamos, a relação que estabelecemos com a natureza, pode modificar uma cidade inteira.

Além disso, recarreguei todas as energias necessárias pra continuar. Essa foto, é da Karin, um lindo momento que ela registrou em que eu estava me conectando com a terra gostosa do quintal da casa da Dona Silvana. 

Pé na estrada, mesmo que seja nas nuvens. 


GRATIDÃO! 

ABRAÇÃO!!!

ABRAÇANDO O PARANÁ-Relatório Semanal - Curiuva/PR

Olá. Sou o Edgard Assumpção, ator da Cia. do Abração e estou no espetáculo Estórias Brincantes de Muitas Mainhas, apresentando em cidades do interior do Paraná. Muito bem, escrevo para registrar os momentos deste projeto lindo, indispensável para a aproximação do artista com o seu público, principalmente quando este público não sabe o que é ser um espectador.

Então, fomos para a primeira cidade: Curiúva, há aproximadamente 4 horas de Curitiba. Chegamos, nos acomodamos e descansamos para o dia que veio em seguida. 

O Sol nos acordou, uma linda paisagem da janela do hotel me encheu de energia para começar a nossa jornada: montanhas, cavalos, galinhas e ele, o Sol surgiu lá das colunas da colina. Seguimos para o espaço onde apresentamos, um salão bem grande onde provavelmente realizam eventos e festas na cidade. A montagem foi rápida e com alguns entraves, comuns, mas que causaram um certo nervosismo. 
Chegou o público, muitas, muitas crianças de escolas públicas da cidade, vinham todas, muito ansiosas e com tanta energia que lá do camarim nós três, os atores do espetáculo, nos preparávamos para encarar não apenas a plateia, mas as dificuldades técnicas do espaço, o qual ecoava demais e dificultava escutar qualquer coisa.
As meninas da nossa equipe, Kamila Ferrazzi e Juliana Cordeiro fizeram um lindo papel ao preparar as crianças para receber aquela obra de arte que chegava com muito amor.
No entanto, ao iniciar o espetáculo, se confirma uma triste realidade que não imaginávamos encarar. As crianças batem palma, dão risadas, se manifestam, ok, elas sentem e precisam expressar suas emoções. Mas de fato, poucas crianças conseguiram se conectar com o espetáculo e isso dificultou a realização  do mesmo, pois, logo nos 20 minutos de peça, houve um murmúrio, crianças conversando, brincavam pelos cantos e as professoras... essas filmavam todo o espetáculo em seus aparelhos super tecnológicos registradores da "realidade". 
Enfim, a apresentação da manhã foi marcada pela falta de atenção do público.
Nós não desistimos.
A segunda apresentação ocorreu a tarde, na qual decidimos mudar a disposição do espaço, saímos do palco e levamos o cenário para o chão do salão, mais próximos das crianças.
Kamila e Juliana, novamente alcançaram o coração das crianças, pela primeira vez ouvimos lá do camarim, o som do silêncio com o espaço preenchido pelo público. Esse fenômeno se deu devido as habilidades de arte-educadoras destas aguerridas artistas. 
Neste momento estávamos mais calmos, poderia ser uma vitória apresentar para aquele público com toda a atenção necessária para transmitir e trocar energia.
Mas...
Novamente, inicia o espetáculo, palmas, risadas (a música inicial e a entrada dos personagens provoca alguns risos e uma empolgação mesmo), e até os 10 minutos de espetáculo percebemos uma entrega, todos os olhares estavam voltadas para nós, alguns bem particulares que serão lembrados ao final deste registro. Não fosse por acaso do destino, a lei de Murphy e todos os fenômenos da sorte, uma professora simplesmente retirou sua turma do espaço, todos eles levantaram e saíram. Juliana que registrou toda a primeira etapa em foto e vídeo foi até ela e disse que aquilo não poderia ser feito e que estávamos sendo desrespeitados, além de ter atrapalhado toda a concentração arduamente conseguida. A professora simplesmente respondeu que seus alunos não conseguiam enxergar e por isso os retirou dali, e lá ficaram, todos olhando a paisagem pela janela.

Parecia que aquele silêncio do início era uma grande expectativa para um grande truque.

Cortamos tempos, textos, entre-cenas do espetáculo, para polpar e manter a integridade da equipe, qualidade do nosso trabalho e por respeito as crianças que estavam atentas e conectadas conosco.

Foi um desespero, senti vontade de fugir, até por que muito provavelmente muitas das crianças não perceberiam que um dos atores saiu de cena rsrsrs. Nessa hora olhei para a Kamila, João, Karin, Isabelle e Juliana, e novamente não desisti. Não somos um agrupamento de pessoas, somos guerreiros da arte, gregos, lutadores. Por uma causa maior não desistimos, mas, resistimos com honra e integridade!

Enfim, este dia foi marcado por algumas chateações, as quais efetivaram-se por entendermos que as pessoas perderam ou não adquiriram a capacidade de se conectarem umas às outras, bem como a apreciação da arte, o entendimento sensorial e lógico de uma linguagem artística, mesmo que não se saiba definir conceitualmente referências e o caralho a 4.
De um modo geral, perdeu-se a união. Mas ela aparece, e quando aparece, a resistência da qual falei anteriormente, se torna um galho no meio da enchente, aquele que você agarra e não solta.
Falo sobre duas lindas crianças, uma chamava-se Ana Clara, um anjo que sentou bem na primeira fila e esteve atenta do início ao fim, ela se desligou daquele ambiente e se conectou com a arte e no final deu um abraço espontâneo em mim, Karin e João. A outra menina não sei o nome nem nada, mas ela tinha alguma doença que não pesquisei nada a respeito também, mas visivelmente aparentava uma síndrome, enfim, fisicamente ela tinha traços de uma formação diferente. E a menina esteve atenta do início ao fim, tímida e muito curiosa ao mesmo tempo, uma energia pura que me acalmou.


O teatro faz isso com a gente. Modifica lá dentro do coração, mesmo que você não sabia dizer o que, mas você sabe sentir. O amor que eu sinto por tudo isso é maior que qualquer sonho, mas este amor é testado a cada instante e se nossas raízes não estiverem definidas, podemos não ser um galho forte da enchente e sim um graveto quebrado que se esfarela aos poucos e segue a força do rio...

Em outras palavras, estas apresentações se confirmam que como artista, temos uma missão de levar a arte para os cantinhos da nossa casa, assim como o espetáculo fala "- A casa é mãe". Devemos cuidar da nossa casa, seja o planeta, seja nossos corações e além disso, levar cada vez mais este trabalho para os locais onde não se tem o hábito de ir ao teatro, não se treina a sensibilidade...

Este foi só o primeiro dia, quero fazer um relatório de cada cidade, pois esses dias merecem ser registrados.

Enfim, viva a vida, viva o teatro e sigamos na estrada para ABRAÇAR cada canto do nosso PARANÁ.
Foto do caminho para Curiúva - PR



ABRAÇÃO!!!